Publicado por: BAMBA GRAVAÇÕES | Fevereiro 12, 2011

Deflagrada greve na rede municipal

Os professores de Natal, mais uma vez, vão iniciar o ano em greve. Depois de negociação com a Prefeitura do Natal, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) não acatou a proposta de 10,79% de aumento e, em assembleia, deflagrou a greve. Os professores cobram o cumprimento de lei que previa o reajuste, enquanto o Executivo alega que, caso atendesse ao pedido dos servidores, extrapolaria o limite de gastos determinado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A disputa deverá parar na Justiça.

Desde o início da semana cogitando a possibilidade de greve, os professores apresentaram diversas reivindicações à Secretaria Municipal de Educação, entre eles a implementação das promoções verticais e a contratação de novos professores. De acordo com a titular da SME, Adriana Trindade, a maioria dos pleitos foi atendida. Ontem, 383 professores, sendo 319 do ensino fundamental e 64 educadores infantis, foram convocados, além da SME comunicar que os recursos do Orçamento do Município (ROM) já estão sendo repassados às unidades de ensino que estão com a situação regularizada e que o pagamento aos professores, referente às progressões devidas desde 2009 (171 professores), já foi enviado à Segelm para implantação em fevereiro. Contudo, o impasse persiste com relação à reposição e correção salarial.

A Prefeitura, que inicialmente propunha uma correção de 6,47% nos vencimentos dos profissionais, ofereceu aos professores o aumento de 10,79%, que seria implementado a partir de maio. Além disso, o Executivo também havia se comprometido a pagar 12.94% de reajuste aos professores nas folhas de março e abril, aplicando percentuais retroativos de 6,47% referentes à janeiro e fevereiro. O Sinte, que desde o início cobra o reajuste de 15,29%, apresentou proposta de 10,79% para março, retroativo a janeiro, e os 4,5% restantes em maio, também retroativo a janeiro. A Prefeitura alegou que não havia possibilidade de pagar o montante solicitado pelos professores. “Seria inadmissível este valor (15,29%) em um momento financeiro como este que estamos vivendo. Como ordenadora de despesas, eu tenho que ter cuidado e tenho que respeitar a LRF, que é uma lei federal”, queixou-se Adriana Trindade, explicando que o aumento solicitado pelos professores custaria R$ 17 milhões anuais a mais aos cofres públicos, enquanto a proposta do Executivo chegaria a um custo de ais R$ 13 milhões por ano. Apesar dos argumentos, o Sinte manteve a posição.

 


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